Vasco entra em campo com faixa escrita "homofobia é crime"


Depois dos cantos homofóbicos no jogo contra o São Paulo em São Januário, o time do Vasco entrou em campo diante do Cruzeiro com uma faixa que dizia: “𝐇𝐎𝐌𝐎𝐁𝐈𝐀 É 𝐂𝐑𝐈𝐌𝐄: 𝐑𝐞𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐞 𝐈𝐠𝐮𝐚𝐥𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐬ã𝐨 𝐚 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚” 


No jogo contra o Tricolor paulista, Anderson Daronco paralisou a partida ao ouvir a torcida vascaína gritar “time de viado” para o adversário. O árbitro avisou a Vanderlei Luxemburgo que isso era proibido. O técnico, auxiliado pelo sistema de som do estádio, pediu para a torcida que os gritos parassem e foi atendido. 

O episódio foi relatado na súmula. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva pediu explicações ao Vasco, que enviou documento esclarecendo os pedidos da procuradoria, que eram: que o clube informe quais procedimentos foram adotados de forma preventiva e repressiva; que o clube informe a duração da paralisação e se houve o imediato e eficaz retorno da torcida; que o clube preste qualquer outro esclarecimento que entender pertinente sobre o fato, caso julgue necessário. 

“Respondemos os três tópicos pedidos pelo SJD, mostrando que tínhamos atendido no dia do jogo. Colocamos também que há tempos apoiamos medidas contra esse tipo de posicionamento. E vamos tomar outras medidas, a começar com a faixa contra o Cruzeiro”, disse Paulo Reis, ex-vice jurídico do clube, que ajudou na formulação do documento.


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