Casal gay é trancafiado dentro de igreja por fiéis


Sean Cormie se assumiu recentemente para sua família e desde então seus pais tentam levar ele e o namorado, Gary Gardner, para a igreja. A fim de agradar seus pais, no dia 8 de setembro, Sean acabou aceitando ir a um culto da "The First Assembly of God Church" (em tradução livre: "Primeira Assembléia da Igreja de Deus"), juntamente com seu namorado e em pouco tempo perceberam que aquilo nada mais era que uma emboscada. 

Minutos após iniciar o culto, um pastor pediu que os dois fossem até o altar. Chegando lá, eles foram cercados pela família de Sean e outros membros da igreja que começaram a orar por eles aumentando o tom de voz e se aproximando cada vez mais do casal. De acordo com Sean, um dos pastores começou a gritar: "É um pecado, é uma abominação, vocês precisam perceber, acordar e notar que é um pecado".

Quando tentaram sair do ciclo, Gary foi empurrado para outro canto da igreja e Sean foi jogado no chão por seu padrasto e forçado a ficar. Cerca de 15 pessoas o prenderam e impediam que ele se levantasse ou tentasse fugir. "Eles jogavam ele de volta no chão e começavam a orar, e enquanto faziam isso, Sean acabou ficando com marcas no braço, um olho roxo e meio que desmaiou", explicou Gary. 


Sean disse que ficou apavorado com toda aquela situação e não conseguia parar de chorar: "Eu estava chorando e pedindo: piedade, piedade", contou ele. O pesadelo só acabou quando a irmã de Sean resolveu intervir e conseguiu fazer com que o grupo parasse e deixasse o jovem sair. 

Após o ocorrido, Gary entrou com uma ação contra a igreja e recebeu o apoio do namorado. "Eu amo os pastores com todo o meu coração, mas o que fizeram com a gente é inaceitável. Espero que haja alguma consequência para isso", disse ele. Em entrevista, Sean disse que membros da sua família e da igreja estão pedindo para ele desistir do processo. 

A igreja divulgou uma nota dizendo que tudo não passou de "um problema de família que passou dos limites": "Há muito mais sobre esse incidente e estamos cooperando totalmente com a aplicação da lei para, esperançosamente, trazer à tona todos os fatos". 

A polícia foi contatada, mas se negou a comentar o caso

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